quinta-feira, 14 de junho de 2012

Preservação Ambiental e Cristianismo

Por Atila Calumby

Hoje em dia a preservação ambiental está em grande evidência, isso por que o homem começou a perceber que ele depende e muito do planeta para manter-se vivo e destruí-lo já não é um bom negocio em longo prazo.

Desmatamento, poluição, destruição da camada de ozônio, aquecimento global, escassez de agua potável estão dentre os temas mais comentados em todo o mundo. Grupos de defesa do meio ambiente têm se levantando a todo o momento, e o grande questionamento é: “É possível suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações?” É possível ter desenvolvimento sustentável?

Sabemos que os índices populacionais estão em crescente, temos cada vez mais gente nascendo - principalmente em áreas pobres e menos desenvolvidas do planeta - e a expectativa de vida aumentando visivelmente, a ciência tem andado a passos largos em muita coisa e atualmente - em teoria - conseguiríamos suprir toda a demanda de comida e água que a população mundial precisa. E no futuro, se apenas continuarmos destruindo sem uma mentalidade de preservação isso ainda será possível?

Do ponto de vista teológico, eu como um Cristão devo me importar com a natureza? O que Deus acha disso? O que sua palavra nos diz a cerca da natureza e da preservação do meio ambiente? Será que os Cristãos realmente se importam com o planeta?

Esse assunto gera muitas perguntas, mas permitam-me iniciar com a resposta da última que fiz: Não! A maioria esmagadora dos Cristãos não se importam e não estão querendo saber sobre o futuro, aliás, para a maioria deles quanto pior ficar, melhor será!

É de uma ignorância doentia o estado que a igreja vive atualmente. Inerte, hipócrita, humanista e antropocêntrica e milhares de outros adjetivos que prefiro não relatar. Muito de tudo isso se deve ao fato de que os Cristãos não conhecem de Deus, falta-lhes o conhecimento de sua vontade. Vivemos num século onde a Igreja optou em tirar o trono de Cristo e colocar Satanás em seu lugar.

A mentalidade é a seguinte: Cristo não reina, ele é apenas um “cabeça” fictício, e quando reina atua exclusivamente em uma espécie de reinado espiritual, já que na terra ele não tem vez. E a Igreja que vive em mundo totalmente longe da soberania de Deus, entregue a demônios, o melhor que se tem a fazer é trancar-se dentro de seus muros eclesiásticos, como verdadeiros monges medievais.

Para esses grupos, não interessa nada mais do que atividades para crentes, dentro de um mundinho crente, onde não é necessário e nem cabível o interesse pela politica, economia, ecologia, filosofia ou qualquer outro tema que promova alguma esperança de um mundo melhor, pois simplesmente não haverá mundo melhor.

Inconscientemente eles mataram o coração e a essência das missões, aniquilaram a transformação de culturas, costumes e da própria sociedade por conta de sua visão de reino/futuro. Vivem como se a salvação de almas fosse à única coisa que Deus ordenou, quando na verdade o que Cristo fez naquela Cruz foi o inicio de um novo tempo. Tempo esse em que Cristo reina material e espiritualmente onde possui todo o poder tanto na Terra quanto nos Céus. Tempo que quando oramos “seja feita tua vontade assim na terra como nos céus” não é um mero clichê de uma reza repetitiva.

Não é possível ser um Cristão empenhado na causa de Deus e de suas ordenanças sem desejar a reconstrução de um mundo segundo a vontade dEle. Não é possível se engajar na causa divina tendo o pessimismo no lugar do Domínio de Cristo sobre todas as coisas.

Nas escrituras vemos claramente que Deus é o rei e criador de tudo que existe, ele que tem o Domínio de tudo e foi ele mesmo que na nova aliança colocou o Cordeiro acima de todo reino, principado e potestade. Foi Deus quem ordenou ao homem para que: lavrasse e guardasse a terra. Deus concedeu a Adão o domínio e o poder de guardar, lavrar e zelar de toda obra criada. Isso é algo que não deve ser ignorado, por que tudo que se volta contra as ordenanças de Deus é pecado.

Adão pecou como sabemos bem e com isso Satanás assumiu o domínio antes dado à ele, a humanidade então tornou-se impossibilitada de recuperar seu “status” por conta própria. Mas Deus que é rico em misericórdia entrou novamente na história, se faz homem, morreu numa cruz, e ressuscitou para um Reino de Poder e Vitória, como Jesus mesmo disse: “É me dado todo o poder no céu e na terra”. Jesus nos faz juntamente com ele Reino e Sacerdotes para que novamente em posse de uma nova chance, pela igreja em Cristo, o homem exerça o papel que perdeu no Éden.

Isso é um dever do homem regenerado, zelar e cuidar das coisas de Deus. As escrituras chegam a dizer que: “A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados”. (Rm 8:19). E para que ela aguarda? Para que estes a destruam? Não! Mas para que estes cumpram o que Deus determinou a Adão no Éden!

Vemos que: “Ela (a natureza) foi submetida à futilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto”. (Rm 8:20-22).

Isso é algo que deve ser feito, Cristãos precisam fazer seu papel como herdeiros em Cristo e libertar a natureza de sua escravidão, precisam zelar por todas as coisas como é a vontade de Deus. Foi a natureza que sem culpa alguma foi amaldiçoada por nossa conta e geme até “agora”, no entanto, sem perder as esperanças, ela aguarda que os filhos de Deus tomem partido. Para isso é preciso que a Igreja volte a compreender quem é, e o que deve fazer, deixando a ideologia do fracasso para trás e reassumindo seu papel como o único candeeiro capaz de iluminar e transformar o mundo.

O que fazer para preservar? Atitudes simples como reciclar seu lixo, desligar a torneira quando se está lavando as mãos ou escovando os dentes, deligar o chuveiro para passarmos shampoo e afins, uso racional de sacolas plásticas, uso racional de copos descartáveis e toalhas de papel, apagar as luzes ao sair de lugares, em fim, milhares de pequenas atitudes que como essas podem fazer do amanhã um lugar melhor para se viver.

Precisamos lutar como Cristãos não só para que sua cidade tenha esgoto tratado ou que o IBAMA faça o que tem de ser feito, mas lutar principalmente para que nossas Leis se submetam a vontade daquele que tudo criou, por que somente através dessa mudança teremos um mundo muito mais justo e melhor para essa e todas as gerações futuras.

A preservação ambiental ainda vai ser palco de vários debates mundiais, o desenvolvimento sustentável precisa ser uma realidade e espero que não venha pela dor, mas pela conscientização do mundo em preservar o que é sua obrigação como seres humanos criados por Deus. Clamo a Deus que permita que Cristãos encabecem esse debate, que não fiquem alheios e inertes como de costume em todos os assuntos extramuros de igreja, mas possam fazer a diferença como herdeiros em Cristo. Que não seja necessário o caos, a dor e a escassez para um repensar ecológico, mas que façamos hoje as mudanças necessárias se quisermos sonhar com dias melhores.

Atila Calumby.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Corpus Christi : Algumas considerações

por Armando Marcos

Hoje em dia no Brasil creio que não temos lá muito costume de comemorar as datas dos feriados: talvez com excessão do Natal, Páscoa e Carnaval, os outros a grande maioria das pessoas gosta de viajar ou ficar em casa. Claro, porem, que os feriados tem algum significado, e sempre tem quem comemore eles: amanhã é feriado nacional em respeito a tradição católica romana do Corpus Christi, mas você sabe do que essa festa se trata? Talves se você foi católico, até mesmo já tenha participado de procissões de Corpus Christ até, mas você tem ideia o do porque dessa comemoração?

Vamos só considerar alguns pontos (pois o assunto é extenso demais para uma postagem, e creio que muitos outros podem falar mais disso: aqui são só algumas poucas abordagens)


I - Essa festa tem suas bases na Idade Média: segundo Elias Oliveira:

A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula 
‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes. O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.

        
 Juliana nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin. Com 14 anos, em 1206, entrou para o convento das agostinianas em Mont Cornillon, na periferia de Liège. Com 17 anos, em 1209, começou a ter ‘visões’, (que retratavam um disco lunar dentro do qual havia uma parte escura. Isto foi interpretado como sendo uma ausência de uma festa eucarística no calendário litúrgico  para agradecer o sacramento da Eucaristia). Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arcediago de Liège, que 31 anos depois, por três anos, será o Papa Urbano IV (1261-1264), e tornará mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes de morrer.

Portando, a festa já começa errada: ela não tem base nas Escrituras para ter razão de ser - se bem que, de acordo com a tradição católica, ela é válida, essa "tradição" tem poderes de validade doutrinas que nem constem nas Escrituras mesmo - mas mesmo assim, essa festa tem origem em sonhos que tem por base ideias equivocadas sobre o papel da Ceia do Senhor para a Igreja.

II. Analisemos agora a fonte da festa, o grande erro da Transubstânciação: basicamente, se crê que pela consagração do Sacerdote, o pão e o vinho se transformam literalmente em corpo e sangue de Cristo; por conta de algumas premissas erroneas, como que quando Lucas diz "E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. 
Lucas 22:19" essa frase "Isto é meu corpo" teria poder autoritativa de tal ideia de que necessariamente o pão e o vinho (posteriomente) se transformem em corpo. Contra a premissa de que o corpo estaria fisicamente nos elementos do sacramento, J.C.Ryle bem diz no sermão "A Presença Real e Verdadeira":

"
Quando nosso Senhor ressurgiu dentre os mortos, Ele ressuscitou com um corpo humano real — um corpo que não podia estar em dois lugares ao mesmo tempo — um corpo a respeito do qual os anjos disseram: “Ele não está aqui, mas ressuscitou” (Lc 24.6). Nesse corpo, depois de completar Sua obra redentora sobre a terra, Ele ascendeu visivelmente ao céu. Ele subiu com o seu corpo, e não o deixou para trás, como o manto de Elias. Esse corpo, no final, não ficou no túmulo, e não virou pó e cinza nalguma vila da Síria, como o corpo dos santos e mártires. O mesmo corpo que caminhou nas ruas de Cafarnaum, e sentou-se na casa de Maria e Marta, e foi crucificado no Gólgota, e foi depositado na tumba de José — esse mesmo corpo — indubitavelmente glorificado depois da ressurreição — mas ainda real e material — foi elevado até o céu, e ali está neste exato momento."

Isso tudo, obviamente, com o passar do tempo, foi criando a clara impressão que os elementos da Eucaristia tinham em si mesmos, consagrados, uma aurea de divindade que claramente são indevidas, pelo fato de que obviamente o corpo em si de Cristo estar nos céus, e só sua presença ser prometida a Igreja de forma espiritual. Durante séculos milhares tem chegado ao ponto de reverenciar idolatricamente o pão e o vinho da comunhão (em especial o pão) como se eles mesmo, como corpo de Cristo, fossem de fato o próprio Cristo, pondo sua esperança no "lado errado" da coisa.  como bem diz o Livro de Orações da Igreja da Inglaterra: “O pão sacramental e o vinho mantêm suas propriedades naturais, e por essa causa não devem ser adorados (pois isso é idolatria, e deve ser detestada por todo cristão fiel); e o corpo e o sangue naturais de nosso Salvador Cristo estão no céu, e não aqui na terra; não é verdade que o corpo natural de Cristo está, ao mesmo tempo, em mais do que um lugar.” 

III. Alem disso, a ideia do sacrifício sem sangue (incruento) de Cristo tambem dá base: como exemplo, vamos selecionar uma citação do Catecismo da Igreja Católica Romana diz "
§1367 O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício: "É uma só e mesma vítima, é o mesmo que oferece agora pelo ministério dos sacerdotes, que se ofereceu a si mesmo então na cruz. Apenas a maneira de oferecer difere"
".

Os Reformadores recusaram tais ideias: é verdade que eles não entraram em acordo se os elementos realmente de alguma forma não se tornava (não substâncialmente) em corpo e sangue de Cristo (no caso de Lutero) ou se eram mero Memorial (Zwinglio) , conquanto concorde que Calvino sintetizou muito bem a questão (que o pão e o vinho não se transformam e corpo e sangue de Cristo literalmente, mas que a Ceia do Senhor não é apenas um memorial, mas um meio de dar benefícios da graça para o crente). Contudo, essas posições devem ter abalado seriamente a ideia católica, a ponto de fazerem com que o Concilio de Trento: "fortalecesse o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística pelas ruas da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia. (Elias Oliveira)"

E Aqui, não consideramos que a Igreja repete o sacrifício de Cristo, pois ela mesmo confessa que não faz: o problema mesmo é na ideia de intercessão sacerdotal por meio de um sacrifício eucarístico como efetivamente "aplicador" dos benefícios dessa expiação em si mesmos. Isso foge até mesmo a ideia da palavra Eucaristia, que quer dizer "Ação de Graças" em grego.

É evidente que a Igreja Católica Romana, como demonstrado na citação do Catecismo, erra quanto a entender como que o sacrificio de Cristo é mediado em nosso favor: a Ceia não tem esssa função nela mesma ou pela própria consagração e magica trasnformação dela; antes, o sacrifício de Cristo não pode ser mediado por sacerdotes humanos, por meio de uma extensão do sacrificio de Cristo, e sim pelo sacrificio em si, pela fé em Cristo e na sua expiaçao na cruz. A Ceia nos favorece com Cristo no sentido espiritual, como bem diz Cristo que "O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida.  (João 6:63)" Ryle bem diz sobre isso de favorecimento ao afirmar:
"O comer do pão com fé faz o crente sentir comunhão mais chegada com o corpo de Cristo. O beber do vinho com fé faz o crente sentir comunhão mais chegada com o sangue de Cristo. Aquele que comunga vê mais claramente aquilo que Cristo é para ele, e o que ele é para Cristo." 

Biblicamente, devemos ter sim a presença de Cristo em nós e conosco, (Ef 3.17) (Jo 14.23), mas não por meio dos elementos da Ceia, nem crer que eles em si são uma extensão do sacrificio de Cristo por mediação da Igreja em si (pois ela não tem esse poder, mesmo considerando a doutrina da intercessão dos Santos de acordo ao catolicismo romano) e sim pelo que poderia dizer, a razão de ser deles.

FONTES:
Sermão "A Presença Real e Verdadeira" de J.C.Ryle, em Projeto Ryle


terça-feira, 8 de maio de 2012

Revista "A Espada e a Espátula" nº3 - leia online grátis

Acessem e leiam a edição nº3 da revista “A Espada e a Espátula” de maio de 2012, (Agora com novo modelo de capa); uma publicação mensal online de Projeto Spurgeon & Projeto Ryle, onde vários amigos escreveram e nós selecionamos diversos textos, sites e dicas para o crescimento espiritual, edificação da igreja e  salvação de pecadores em Cristo. 


 LEIA ONLINE e baixe em PDF no ISSUU 


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NESSA EDIÇÃO: 




Bem Vindo Pecador  C.H.Spurgeon 
  
A Importância do Tema da Pregação: como demonstrá-la Marcelo Lemos  


Vivendo a Soberana Bondade de Deus pelo Prisma de Cristo Josep Rossello 


  Idolatria: sua causa J.C.Ryle 


  Crisóstomo é feito Bispo contra sua vontade  Carlos António da Rocha 


  Antes de Cristo, as pessoas eram salvas pela fé? Mario Persona 


  A Suficiência da Palavra de Deus (parte 1) Frank Brito 


  A Tradição Evangélica John Stott Sobre o Amor de Deus   Átila Calumby 


  ESPECIAL: Um Deus Justo e Salvador J.N.Darby

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Entre o Teísmo Aberto e o “Teísmo Obtuso”


Por Mary Schultze 

Acabei de ler um texto do escritor René Kivitz - “Os Pastores Feiticeiros e seu Evangelho Pagão” e devo admitir que ele tenha, pelo menos, 50% de razão no que escreveu.
      
Infelizmente, porém, os outros 50% deixaram-me triste, porque, de duas uma: ou eu sou uma tremenda incompetente no conhecimento bíblico ou o Kivitz apostatou da fé cristã, desde que fez cursos de Teologia nos States.
         
Essa estória de ”Teísmo Aberto” não me convence. Ou a Bíblia fala 100% a verdade e, portanto, não pode nem deve ser contestada,  ou então ela é um livro religioso, igual ao Alcorão, ao Livro de Mórmon e aos outros livros de seitas, que usam 50% de verdade e engolem os outros 50%, visando o benefício das seitas.
         
Não estou negando a enorme cultura  teológica do Kivitz, mas simplesmente apelando à declaração de Paulo, na 1Coríntios 1:23-31: 

“Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.  Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante ele. Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor”.
        
Isso não quer dizer que eu seja tão culta e inteligente como o Kivitz (o qual maneja lindamente o Vernáculo); mas sou fundamentalmente bíblica, pois creio em cada palavra da Bíblia, de Gênesis 1:1 até o Apocalipse 22:21. Mesmo porque se eu duvidar de uma palavrinha do Livro Santo, vou começar a duvidar do livro inteiro, como,  provavelmente, é o caso do Kivitz.
        
 Que ele critique o ritualismo católico e pentecostal, o purgatório, as indulgências, as curas miraculosas, os falsos milagres financiados pelos ignorantes bíblicos, enfim, “os pastores feiticeiros”, eu até admito... MAS, colocar todas as práticas evangélicas  no mesmo balaio de gatos, é um exagero! Ele afirma que Deus não se preocupa com a Sua obra e isso, para a minha cabeça chata é difícil de entender!
        
A ideia de que Deus gosta de cantar, lá no Céu: “Tô nem aí!”, enquanto olha multidões de anjos totalmente desocupados, não me convence. Em Hebreus 1:14,  lemos o seguinte, referindo-se aos anjos: “Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?”
        
Ora, se “respeitada a lógica” cristã, Deus colocou legiões de anjos ministrando aos que O conhecem, por que iria Ele ficar se embalando numa rede nordestina, sem dar a mínima ao sofrimento de Suas criaturas? Nesse caso, Ele não seria o Deus da Bíblia, mas um “deus” sádico. Tão “sádico” que enviou o próprio Filho para morrer por um bando de pecadores, que só merecem condenação e inferno! Seria esta a lógica dos “abertos”.
         
Tenho certeza de que o irmão Kivitz ama sua esposa e filhos; portanto, deve estar sempre cuidando deles, preocupado com o seu bem-estar e evitando o mínimo de desgosto que eles possam ter. Nesse caso, será que ele é mais amoroso do que Deus, em relação aos Seus filhos? Ou, no final das contas, “Não há Deus”, conforme o Kivitz e os néscios do Salmo 53:1 afirmam? Quem nega uma vírgula sequer da Bíblia, acaba entrando numa tremenda contradição teológica! A Bíblia é TUDO, para os que crêem na divindade de Cristo, ou NADA, para os liberais!
        
 Eu gostaria muito de ter a mesma cultura do Kivitz, a fim de aproveitá-la totalmente na pregação do Evangelho e nunca na negação do mesmo. Quem sabe, um dia, este erudito em teísmo aberto não vai me enfrentar por aí, afirmando o que o meu “teísmo obtuso” é obsoleto, tolo e ridículo, enquanto o dele é que vale a pena ser seguido? Mas, entre o Kivitz e o Apóstolo Paulo, meu grande herói, vou continuar fidelíssima a Paulo, até o meu último suspiro!
         


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Porque se alistar no Exercito de Cristo?


Por Atíla Calumby


Irmãos, agora que tomamos consciência do nosso papel, aprecemo-nos em cumprir nossa última grande missão. O General ordenou que fôssemos pregar o evangelho a toda criatura, ensinando e batizando em nome da Trindade. Para fazermos isso, devemos simultaneamente viver o evangelho e conhecer o evangelho.
O código militar diz: "Os militares devem manter, seja no serviço ou fora dele, na ativa ou na inatividade, uma conduta ilibada, em todas as situações".
 De igual modo, nós devemos ser Santos como o Senhor nosso Deus é Santo, lutemos para termos um viver genuinamente missional. Que possamos estar sempre alertas, pois o mal não tira férias!
Tendo aprendido todas essas coisas, concluo orando para que nós, que fomos alistados por Deus para o seu exército, possamos viver conforme sua justiça, conforme sua Lei e vontade, observando seus mandamentos, e lutando com todas as forças para combater o mal. Todo militar sabe que missão dada é missão cumprida, e que não existe questionamentos, mas sim a obediência. Portanto, que nós possamos obedecer nosso Rei e cumprir nossa missão nesse mundo, que nossa voz sempre diga: Sim Senhor! Eis –me aqui, envia-me a mim!
Por fim, há coisas na vida que foram feitas mais para serem sentidas do que explicadas. Por exemplo: ser soldado. Pode-se perguntar: "Que tipo de estímulo o leva a entregar-se aos sacrifícios sem a contrapartida de maior recompensa senão sentir-se realizado com a missão bem cumprida?" Ou então: "Que o leva a saltar de pára-quedas, escalar montanhas, embrenhar-se na selva e na caatinga, cruzar os pantanais, vadear os rios e atravessar os pampas, indo a toda parte que a Pátria lhe ordenar, sem reclamar de nada?" Impossível responder. Afinal, ser soldado é um estado de espírito. "Vale a pena ser soldado! Vale a pena ser do Exército!" E ninguém tente entender! Melhor apenas sentir."Peça ao Senhor dos Exércitos que lhe dê o privilegio de Servir Conosco! Venha e junte-se a Grande Guerra.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A Farda e as Armas do Soldado de Cristo


Por Atila Calumby


Voltando ao texto militar, ele fala da importância da farda para o soldado, algo como uma segunda pele que adere a alma de maneira irreversível. Na carta aos Gálatas, no Cap. 06 , Paulo nos apresenta a nossa farda como soldados de Cristo, na verdade, Deus nos deu sua própria veste militar, a sua própria armadura, para que revestidos dela, possamos combater todo o inimigo que ouse se levantar contra nós!
“Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo. Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz. Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno. Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.” (Efésios 6:13-17)
Vemos que nossa farda é composta da: Verdade, Justiça, Evangelho da Paz, Fé, Salvação e a Palavra de Deus.
A verdade é a forma de vencermos o Pai da mentira que é o diabo, é através da verdade Divina e de falarmos a verdade, que podemos ter nossa consciência tranquila diante de Deus, pois honestidade e dignidade não tem preço!
 A justiça é viver para fazer a vontade de Deus e cumprir seus mandamentos expressos nas escrituras, pois essa é a verdadeira justiça, sabemos que o pecado é transgressão da Lei, então é necessário que tomemos conhecimento do Pecado através da Lei, para que fugindo dele, lutarmos pela santidade em Cristo.
O Evangelho da Paz são as escrituras que testificam do nosso Senhor Jesus, é através do evangelho que possamos compreender e saber de Deus, e confiados somente n’Ele podemos viver a plenitude do seu amor.
A Fé é nossa porta ao caminho da Salvação, é o modo pelo qual somos justificados, e sem ela é impossível agradar a Deus.
A Salvação é a certeza de que quando alistados no exército de Cristo, o nosso General não nos deixará para trás, caídos em campo inimigo e entregues a própria sorte. Pelo contrário, mostra que nosso General jamais nos abandonará!
E a Palavra de Deus é o modo pelo qual, conhecendo o Evangelho de Cristo e o próprio Cristo, atacaremos toda a maldade e injustiça, pois essa arma é imbatível, ela é o modo pelo qual o mundo será transformado!
Em suma esses atributos nos mostra que devemos ser revestidos do próprio Cristo!




na próxima reflexão, os motivos para se alistar no exercito de Cristo